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ensaios

Jornalismo com literatura
Isso é pefeitamente possível. Mas se você vislumbrar o Jornalismo ou a Literatura por um ângulo muito agudo, seus conceitos e preconceitos podem acabar adquirindo uma entonação ideológica desnecessária.
A arte do perfil
Um dos gêneros mais nobres do Jornalismo Literário, o perfil é um tipo de texto biográfico sobre uma – uma única - pessoa, famosa ou não, mas viva, de preferência. O autor de um texto-perfil se concentra em alguns aspectos do personagem.
Olhar insubordinado
Eliane Brum, repórter especial de “Época”, acaba de conquistar o prêmio Jabuti com o seu “A Vida Que Ninguém Vê”. Nesse bate-papo, ela fala sobre como cultivar um “olhar insubordinado sobre a extraordinária vida comum das pessoas”.
Tópicos-chaves
O professor e jornalista literário norte-americano Mark Kramer reflete sobre imersão, humanização e exatidão; e sugere um pacto “anti-hipocrisia” entre autores e leitores. Mark esteve no Seminário de JL, dias 22 e 23 de outubro de 2007.
JL em Portugal
Paulo Moura, premiado repórter do jornal português “Público”, acha que o futuro do Jornalismo Narrativo no mundo passa pela internet: “Há novos instrumentos para descrever e compreender a realidade que não estão a ser valorizados”.
Sobre o silêncio
Anne Hull, repórter especial do “The Washington Post”, abordou no Seminário o tema “reportagens seriadas em jornais”. Para Anne, os repórteres devem fazer perguntas, sim, “mas também precisamos ser silenciosos”.
JL em assessorias
As possibilidades de aplicação dos métodos e técnicas do Jornalismo Literário (JL) são estudadas a partir de análises de periódicos. Mas o JL pode ter aplicações em assessorias de comunicação, por exemplo.
Ensaio sobre o “Ônibus”
Uma leitura detalhista do documentário “Ônibus 174” (2002), de José Padilha, pela ótica dos fundamentos das narrativas de não-ficção. As convergências entre JL e documentário, aqui, são a base para o esboço de um novo conceito.
Intimidades históricas
Os diários íntimos se transformaram em fonte privilegiada e objeto de pesquisa no campo da História. A atração pelos diários deve-se exatamente à natureza confidencial e sigilosa dos escritos íntimos.
Sobre João Antônio
O escritor João Antônio (1937-1996) aplicou à reportagem sua sensibilidade para ouvir os dialetos das ruas e compreender o imaginário de malandros, prostitutas e trabalhadores braçais.
Descrição
Edvaldo Pereira Lima argumenta por que as descrições (de pessoas, lugares, objetos) são importantes mesmo em uma cultura baseada na imagem televisiva.
Experiência americana (I)
Edvaldo Pereira Lima abre a série de artigos “Narrativa em Jornais - A Experiência Americana” apontando exemplos do resgate da forma narrativa em jornais diários dos EUA, país que há mais de um século acolhe ampla e irrestritamente o Jornalismo Literário.
Experiência americana (II)
Edvaldo Pereira Lima prossegue a série de artigos “Narrativa em Jornais - A Experiência Americana” discutindo o Impact Study, que, entre outras coisas, constatou que “o estilo narrativo aumenta a satisfação do leitor”.
Experiência americana (III)
A série de artigos “Narrativa em Jornais - A Experiência Americana” prossegue com uma descrição detalhada de um grande evento sobre Jornalismo Literário na célebre Universidade Harvard.
Bye, Mr. Thompson
O lendário Hunter S. Thompson, que se suicidou no dia 20 de fevereiro de 2005, aos 67 anos, com um tiro na cabeça, foi vítima de seu próprio ego?
John Sack, o esquecido
“John Sack, que morreu em 2004, aos 74 anos, merece uma vaga de titular nos times de craques do Novo Jornalismo, que inclui Truman Capote, Gay Talese e Norman Mailer.”
Na casa dos 40
A geração com cerca de 40 anos neste 2005 não levou cacetadas da polícia durante a ditadura mas recebeu uma educação ainda humanista. Mas hoje enfrenta um mundo cada vez mais calcado no dinheiro e nas aparências. Choque ou xeque?”
Relatório não-relatorial
O relatório produzido pela Comissão Nacional Sobre Ataques Terroristas, dos EUA, resultou de uma força-tarefa independente e bipartidária. Obra rara, esse relatório prende nossa atenção do início ao fim... Por quê?
Jornalismo com "Realidade"
Haveria público, hoje, para um projeto editorial ousado como o da revista "Realidade", que teve seu auge entre 1966 e 1968? Os contextos social, econômico e político atuais comportam uma publicação mensal como aquela?
O que fazer?
Diante dos enormes problemas sociais e humanos que a civilização contemporânea enfrenta, jornalistas bem intencionados às vezes perguntam-se o que podem fazer, na sua profissão, para tentar transformar as coisas.
Perda de energia
Vejo como grande perda de energia, talento, recurso e tempo a dedicação da mídia à tarefa reativa de prender a mente das pessoas num dilema comandado pelo medo.

 

Por um fio
O veterano Carlos Chaparro procura respostas criativas para a falta de ousadia que vem dominando o ambiente jornalístico diário atual. Encontrou bons exemplos de "rebeldia" em narrativas que espelham a diversidade do JL.
Jornada do Herói
"O filme 'Indiana Jones e a Última Cruzada' é, para mim, até hoje, a obra cinematográfica comercial que melhor utilizou a metodologia da Jornada do Herói. E não apenas para contar bem uma história".

 

Contracultural
Este ensaio estabelece uma aproximação entre a escola americana do New Journalism e o fenômeno da contracultura, que fomentaram uma prática jornalística diferenciada em relação aos padrões do "mercado de comunicação".
Talento é trabalho
Estudantes de jornalismo no Brasil ainda nutrem uma certa ojeriza pelo aprendizado de técnicas e métodos de reportagem. Paira no ar uma crença de que a boa narrativa é fruto do "talento natural", da "inspiração", um "dom divino". Não é bem assim.
Diálogo pertinente
O pesquisador Dimas A. Kunsch entrevista Edvaldo Pereira Lima sobre os impasses da mentalidade contemporânea, as alternativas possíveis e a contribuição que o Jornalismo Narrativo pode dar.
Silêncio profundo
Após o processo de imersão na realidade, o autor (escritor ou documentarista) precisa ouvir seu silêncio interior para compreender o que captou. Algumas práticas podem ajudar a trazer à tona o sentido oculto das coisas: os sonhos, a meditação, as sincronicidades e a visualização criativa.
JL ou JN?
Nada a ver com "jornal nacional". Um dos pontos discutidos neste artigo é se o nome Jornalismo Narrativo, adotado pela Universidade Harvard, pode ajudar a dirimir dúvidas elementares - muito comuns no Brasil - sobre o que é (e sobre o que não é) o Jornalismo Literário.
Humanismo
O humanismo é pilar-chave do Jornalismo Literário, juntamente com a imersão. Sem essas duas coisas, o JL não pode existir. Mas o que é o humanismo?
JL e documentário
Edvaldo Pereira Lima vê nas boas produções documentais brasileiras dos últimos anos a expressão concreta de uma espécie de "jornalismo narrativo audiovisual".
Biografia e arte
Pode o biógrafo interpretar a vida de seu personagem mais ou menos do mesmo modo com que o esteta interpreta uma obra de arte? Sergio Vilas Boas acredita que sim.
As memórias de Gabo "Viver para Contar" reflete o modo como Gabo gravou suas impressões sobre o que viu, ouviu, sentiu, imaginou. Este livro seria impossível sem uma arquitetura prévia.

História do JL
Primórdios da interface entre o jornalismo e a literatura - que formariam no futuro a Literatura da Realidade e o Jornalismo Literário - estão presentes em vários casos significativos da história contemporânea.
Uma nova forma Talvez possa surgir aqui o que já acontece nos EUA, ou seja, uma nova forma literária, que não é mais nem o jornalismo de qualidade tradicional nem a literatura de ficção convencional: é a "creative nonfiction".
Carta para Cony
Nunca os jornalistas foram tão convidados a opinar sobre os mais diversos e conflitantes assuntos como hoje em dia. E parece que a maioria simplesmente não consegue recusar. Dependência química?
Jornalistas-biógrafos
O que os jornalistas-biógrafos oferecem ao biografismo? Oferecem as qualificações típicas do bom repórter: fôlego investigativo e capacidade de expressão.
O ensino e o Jornalismo
O ensino de jornalismo precisa, acima de tudo, estimular o desenvolvimento dos talentos, que certamente aparecem em todos os cursos de jornalismo do país.
Capote, o mito
Há um dado importante, raramente mencionado, sobre "A Sangue Frio": Capote inventou a cena final em que Alvin Dewey encontra-se casualmente com Susan Kidwell. E aí?
Revistas: tudo igual?
As revistas brasileiras idolatram o consumo frenético, o rejuvenescimento a qualquer preço, a cura, a performance financeira, o culto doentio às celebridades e subcelebridades.
Sobre a inspiração
Imitar sim, no início, mas como simples exercício de estilo. O ideal é que, pouco a pouco, a sua própria assinatura narrativa desponte, naturalmente.
Básico do básico
"O que tenho percebido, em seis anos na coordenação executiva da Expocom, é que muitos alunos, ao se lançarem na aventura de escrever um livro-reportagem, se esquecem de alguns fundamentos básicos do jornalismo."
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