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Literatura Africana: Armas e Letras
As literaturas de língua portuguesa são um tema de crescente interesse em várias instituições de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior. No Brasil, a África ganha visibilidade em políticas de inclusão social, em que se busca o reconhecimento das raízes africanas formadoras da identidade e da multiculturalidade brasileira, assim como o diálogo literário que tem se estabelecido entre países africanos e o Brasil.
O primeiro passo será mostrar o fio que percorre toda a teia dessa atividade literária e dessa realidade histórica: a língua portuguesa. Sexta língua materna em nível mundial e a terceira língua europeia mais falada do mundo, depois do inglês e do espanhol. É língua oficial de oito estados e de quatro continentes. São sete os países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe.
A ênfase maior do curso será dada à literatura africana de Angola. Em destaque a oralidade, fonte de saber em toda a África. Oralidade que mobiliza valores e sobretudo a crença no poder da palavra.
Lembraremos o movimento “Vamos descobrir Angola”, que incitava os jovens a redescobrirem Angola em todos os seus aspectos através de um trabalho organizado e coletivo. Uma literatura de combate pelo seu povo. E assim, Viriato da Cruz, Antonio Jacinto e Agostinho Neto foram alguns dos responsáveis pela consolidação do sistema literário angolano.
Com uma escrita fortemente vinculada à terra, as obras do romancista Mia Couto, o jornalista Antônio Emílio Leite Couto, auxiliaram a inscrever no cenário das literaturas de língua portuguesa os territórios das savanas e florestas de Moçambique, num duplo movimento de regionalização e universalização.
Das ilhas de Cabo Verde, destacaremos entre outros o poeta Jorge Barbosa com seu livro de poemas Arquipélago, de 1935, poemas tidos como marco vanguardeiro da nova literatura cabo-verdiana.
O objetivo principal é apresentar um painel das literaturas de língua portuguesa na África. .Promover o reconhecimento das raízes africanas como formadoras da identidade e da multiculturalidade brasileira. Enfocar o diálogo e a influência da literatura brasileira na literatura dos países africanos, principalmente o movimento dos poetas de Angola. Oferecer excertos de novelas e romances, poemas de autores lusófonos da África como Pepetela, Craveirinha, Agostinho Neto, Mia Couto, Jorge Barbosa e outros.Sensibilizar para o aprofundamento dos estudos sobre Literatura Africana.
Programa
- Língua portuguesa: história, valor, beleza.
- África: contexto geográfico e histórico - os países lusófonos.
- Angola: diálogo entre os autores africanos e brasileiros.
- Painel de textos de autores africanos lusófonos como Mia Couto, Pepetela, Jorge Barbosa, Craveirinha e outros.
Facilitador
Raquel Naveira é professora universitária. Mestre em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo. Leciona Literatura Brasileira e Literatura Comparada na Faculdade Anchieta (São Bernardo do Campo, SP). Escritora, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, do PEN Clube do Brasil e da UBE/SP. Autora de vários livros como “Portão de Ferro” (poesias) e “Literatura e Drogas - e outros ensaios” (ensaios). Finalista do prêmio Jabuti da CBL com os livros de poemas “Abadia” e “Casa de Tecla”. Colabora com os jornais “Correio do Estado” (Campo Grande/MS), “Linguagem Viva” (São Paulo/SP), com a “Revista Arte e Cultura- Santos” (Santos/SP).
Carga Horária
12 horas
Datas e Horários
08/10/2010 – sexta – 19 às 23h
09/10/2010 – sábado – 09 às 18h
Valor
R$ 350,00
Local
Academia Brasileira de Jornalismo Literário – ABJL
Rua General Jardim, 618 / conj. 51 – Sta. Cecília
São Paulo/SP – CEP: 01.223-010
(próximo ao Sesc Consolação e ao metrô Santa Cecília)
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Mais informações:
Rodrigo Stucchi
E-mail: rodrigo@abjl.org.br
www.abjl.org.br
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